Editorial RESET

O transporte urbano tem que ser o grande brilho.

HOSTÍLIO XAVIER RATTON NETO, Professor do Programa de Engenharia de Transporte da COPPE/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Priorizar o transporte coletivo frente ao transporte individual é uma realidade que vem sendo defendida pela maioria dos especialistas do setor de transporte urbano, mas o professor do Programa de Engenharia de Transporte da COPPE/UFRJ, Hostílio Xavier Ratton Neto, vai além quando fala que é necessário tornar difícil o tráfego de automóveis, onde a prioridade é o transporte coletivo, através de pedágio urbano, estacionamentos mais caros, dentre outras medidas. “Não se pode proibir o indivíduo de sair com automóvel de casa, é um direito que ele tem. O que é preciso fazer é criar um mecanismo que dificulte o uso do mesmo”.

... o transporte de passageiros de longa distância tem perspectivas desde que ele atenda a esses aspectos de velocidade para conter a questão do tempo, que é o bem mais precioso que existe.
O trem de alta velocidade deve atender às demais ligações regionais importantes para o país, não só Rio e São Paulo. Para isso é preciso ter uma política de desenvolvimento em transporte de passageiros e transporte de alta velocidade.

O professor da COPPE que também é mestre da Escola Politécnica da UFRJ e do Instituto Militar de Engenharia, não vê outra saída como solução para as grandes cidades que não seja ter um transporte urbano de qualidade. “O transporte urbano tem que ser o grande brilho, carregar muita gente em pouco tempo, em espaço restrito. Então o desenvolvimento dos metrôs é uma imposição”.

Ratton, assim chamado pelos colegas da CBTU enquanto trabalhou na Companhia, diz que tem um carinho especial pela Empresa. “Quando estava lá, já tinha uma preocupação muito grande com relação ao que vai ser da CBTU (...). Uma das alternativas, era transformar a CBTU em um capitalizador de negócios voltados para serviços públicos, de uma maneira geral, não digo só em termos de transporte, mas um facilitador de alianças entre a União, Estado e Municípios. Acho que a CBTU tem know how por já ter trabalhado durante muito tempo com grandes organismos e organizadores, que olham você com grande simpatia por ter esses consórcios. Então, a CBTU é como um aglutinador dessas parcerias”.

A seguir leia a entrevista na íntegra para a Série “Perspectivas Metroferroviárias – O Transporte e as Cidades”, concedida à CBTU durante o XXI Congresso da ANPET no Rio de Janeiro.

Saiba mais em http://www.cbtu.gov.br/noticias/perspectiva/entrevista/entrevista_hostilioxavierratton%20.htm

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